Simulador de pesca à bóia · Dzyga
Float fishing simulator
Um simulador minimalista, centrado numa só coisa — ler a bóia —, com uma ideia simpática e um acabamento que ficou para trás.
- Programador
- Dzyga
- Técnica
- pesca à bóia
- Iscos nas imagens
- larva, minhoca e massa
- Espécies nas imagens
- carpa, carássio e perca
- Ajudas
- dicas, vibração e acelerómetro
- Classificação etária
- PEGI 3
- Atualizado no Google Play
- 4 de setembro de 2026
- Instalação
- grátis
A pesca sem acordar de madrugada
A premissa está escrita pelo próprio programador, com humor: não é preciso levantar cedo, cozer papas para engodo nem cavar minhocas. Liga-se o telemóvel, escolhe-se o isco, a bóia, o lago e o peixe, e pesca-se sentado no sofá. Float fishing simulator faz exatamente isso e pouco mais, e é essa honestidade que o torna interessante.
O ecrã de jogo é quase vazio. Um lago fotografado ao pôr do sol, com árvores refletidas em tons de cobre, uma bóia vermelha espetada na água e três ícones: definições, um balde para as capturas do dia e o arco da cana para lançar. Toda a atenção vai para a antena da bóia.
Isco, peixe e bóia antes de lançar
O menu de preparação é uma coluna de escolhas marcadas com um visto verde. No topo, miniaturas de cenários. Depois, o isco: larva, minhoca vermelha no anzol ou uma bolinha de massa. A seguir, as espécies que se quer procurar — carpa, carássio e perca, nas imagens — e, por fim, a bóia: duas finas e compridas, para águas calmas e peixes desconfiados, e uma redonda, vermelha e preta, mais visível e fácil de ler.
A reação da bóia depende do tipo de isco, da forma e do tamanho do flutuador e da espécie. É uma relação que a pesca real confirma: uma bóia alongada denuncia toques pequenos que uma bóia esférica esconde. O título do menu diz Pick a beit, com erro de ortografia, e dá o tom do acabamento geral.
O aviso NOW! e o telemóvel que vibra
Para quem começa, há um sistema de dicas: quando é altura de ferrar, aparece NOW! em letras vermelhas no canto e o telemóvel vibra. Com as dicas desligadas, tudo depende dos olhos. A classificação diária, calculada a partir do número e do peso dos peixes, valoriza quem pesca sem ajuda, o que dá um objetivo concreto a quem já domina o básico.
Há também uma opção de realismo: ativando o acelerómetro, a ferragem faz-se com um único movimento do telemóvel, como se fosse a cana. Funciona melhor em casa do que num autocarro, mas é o tipo de ideia que torna a experiência mais física. O guia da bóia e da picada descreve os sinais que o jogo tenta reproduzir.
Um buraco no gelo
Entre os cenários há um que foge ao lago de verão: um buraco aberto numa camada de neve e gelo, com água azul-escura ao fundo e uma bóia minúscula no centro. É o cenário mais simples graficamente e, curiosamente, o mais tranquilo de observar.
O jogo conta o número e o peso dos peixes tirados em cada dia, numa lista com a imagem de cada espécie. É uma contabilidade modesta, mas chega para dar sentido a uma sessão de quinze minutos.
Porque é que a média ficou baixa
A média no Google Play é 3,1, com cerca de 6 mil avaliações, e percebe-se porquê. Os menus têm aspeto antigo, os textos em inglês têm erros e a descrição em português da página do jogo é uma tradução automática. O programador promete novas espécies, iscos e formas de bóia em versões futuras, mas o conteúdo atual é curto.
Ainda assim, para aprender a olhar para uma bóia, é o exercício mais limpo do catálogo: sem barcos, sem mapas, sem painéis. Só a água e a espera.
Pontos fortes e pontos fracos
A favor
- Foco total na leitura da bóia, sem distrações
- Ferragem opcional com o acelerómetro do telemóvel
Contra
- Menus datados e textos com erros
- Poucas espécies e cenários
- Descrição em português traduzida automaticamente
Conclusão
Um pequeno exercício de atenção. Não impressiona, mas ensina — e é o ponto de partida mais simples para quem nunca olhou a sério para uma bóia.
Nota editorial 6,2 em 10 · média do Google Play 3,1 (6 mil avaliações) · critérios em como avaliamos